Família de jovem desaparecida não colabora com investigação, diz polícia

Gabriela Aparecida da Silva desapareceu em 17 de março em Ribeirão Preto (Foto: Arquivo Pessoal)Gabriela desapareceu em 17 de março em Ribeirão
Preto (Foto: Arquivo Pessoal)
Contradições
“Se você pegar os depoimentos desde o início das investigações, há muitas contradições, inclusive sobre o que a mãe fala e o que o padrasto fala”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com Sales Júnior, o envolvimento de familiares no caso não está descartado, principalmente porque, segundo ele, a mãe e o padrasto não têm colaborado com os investigadores.
“As informações que chegaram até nós não eram as informações reais do que estava acontecendo. Eu acredito que possa até existir algumas manobras para evitar que a polícia chegue até o culpado”, disse.
Homicídio
Mesmo dizendo que considera prematuro tratar o caso como homicídio, Sales Junior afirmou que as condições em que os restos mortais foram encontrados apontam que vítima teria sido morta há mais de uma semana.
O delegado enfatizou, porém, que somente o exame necroscópico  poderá indicar se os ossos são mesmo da adolescente, bem como a causa da morte.
As informações que chegaram até nós não eram as informações reais do que estava acontecendo. Eu acredito que possa até existir algumas manobras para evitar que a polícia chegue até o culpado"
Cláudio Sales Junior, delegado
“A ossada em si não produz nenhum elemento com relação à causa da morte. Nós precisamos de uma confirmação oficial de que aquela ossada pertence à Gabriela. Até agora, o que nós temos é o reconhecimento do material que estava junto à ossada. Não temos como falar ‘foi um homicídio, morreu desse jeito’, nós precisamos do laudo”, disse.
O padrasto da jovem prestou depoimento na manhã desta segunda e, a pedido da Polícia Civil, aceitou fazer uma coleta de material genético.
Segundo o delegado, o exame será comparado ao material genético coletado junto aos ossos e supostos pertences da garota. “O exame servirá para descartar a suspeita de que ele tenha envolvimento com esse caso, ou não”, disse Sales Junior.
Delegado Claudio Sales Junior (Foto: Paulo Souza/EPTV)Delegado diz que laudo do IML comprovará se
ossada é mesmo de adolescente desaparecida
(Foto: Paulo Souza/EPTV)
Ossada
A ossada foi encontrada na tarde de domingo (12) em um canavial próximo à Rodovia Mário Donegá (SP-291), a cerca de cinco quilômetros do bairro Jardim Marchesi, onde Gabriela morava. Os ossos foram encontrados por funcionários de uma empresa que trabalhavam no local.
Peças de roupas infantis, uma mochila escolar, cadernos com o mesmo nome da adolescente e fones de ouvido estavam junto aos restos mortais. A mãe da garota, Liliane Aparecida Ramalho, de 32 anos, confirmou à polícia que o material era de Gabriela.
De acordo Liliane, a filha saiu de casa no último dia 17 para ir à escola, por volta de 12h, e deveria retornar às 18h30. Como a adolescente não voltou para casa, a mulher afirma ter se dirigido à escola onde ela estudava e encontrou o local fechado.
Ao procurar pela filha na casa de amigas, Liliane recebeu a informação de que a jovem não teria ido à aula naquele dia.


Publicado por: Fernando Mondim 

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